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História EPB

História da Escola de Pais do Brasil

No início dos anos 60 do sec. XX, a família passava por abalos muito significativos que a levariam a grandes transformações nas décadas seguintes. Os pais, face às novas demandas da sociedade, achavam-se atordoados e temerosos quanto à educação dos seus filhos. No Brasil, particularmente o ano de 1963, foi de fortes conflitos político-sociais: greves, desafios ao governo constituído, tudo levando a um confronto que desaguaria no movimento armado de 31 de março de 1964.
Foi em meio a essa situação de conflito social, que atingia a grande maioria da população brasileira e trazia enormes preocupações às famílias que, atento a essa problemática, um grupo de religiosos da Igreja Católica, juntamente com inúmeros casais, na cidade de São Paulo, reuniram-se com a finalidade de estruturar um movimento que pudesse ajudar os pais na difícil tarefa de educar os filhos. Liderados por Madre Ignes de Jesus, Pe. Corbeil, Maria Junqueira Schmidt, casal Alzira e Antonio Lopes, entre tantos outros, esse grupo, em 16 de 0utubro de 1963, no salão nobre do Colégio Madre Alix, na cidade de São Paulo, aprovou o primeiro Estatuto da Sociedade que estabeleceu as normas para o seu funcionamento.
Nascia a Escola de Pais.

Sua primeira diretoria ficou assim constituída:
Presidente de Honra: Padre Leonel Corbeil
Presidente: Casal Antonio Fernandes Lopes
Vice-Presidente: Casal Francisco Papaterra Limongi
1º Secretário: Casal Aluisio Camargo
2º Secretário: Casal Aluysio Geraldo F. Camargo
1º Tesoureiro: Casal Claudio Cinelli
2º Tesoureiro: Casal Walfrido de Souza Freitas

Esta Assembleia de fundação contou com a presença de 58 casais, além de 13 religiosos católicos ( padres e freiras). Os fundadores da Escola de Pais, embora católicos, não subordinaram o movimento à sua igreja e o tornaram aberto a todos os casais, independente de raça, condição social, credo religioso ou filiação política.
A semente da Escola de Pais caiu em terreno fértil. Já no seu 1º Congresso Nacional, em 1964, estiveram presentes delegações de algumas cidades do interior de São Paulo e dos estados do Rio Grande do Sul, Rio de janeiro, Santa Catarina, Minas Gerais e Ceará, ainda que não estivessem com núcleos da Escola de Pais devidamente formados.

Desde o início, a Escola de Pais se preocupou com a formação dos seus líderes e com um temário capaz de atender às necessidades dos pais e conseguir as mudanças familiares perseguidas por seus fundadores. Para tanto formou um Conselho Técnico Superior, embrião do futuro Conselho de Educadores. Em 22 de junho de 1966, a entidade realizou uma Assembléia Geral Extraordinária para reforma dos seus estatutos. Essa reforma trouxe importantes alterações para o seu funcionamento: alterou o nome para Escola de Pais Nacional, cuja sede permaneceu em São Paulo, e criou um Conselho Consultivo, posteriormente denominado Conselho de Educadores. Este importante órgão da instituição era, como ainda hoje, responsável pela orientação psico-pedagógica do movimento. Foi formado por importantes educadores e profissionais da área de educação. Esse primeiro Conselho, aprovado pela AGE, ficou assim constituído: Profa. Maria Junqueiro Schmidt, madre Cristina Maria, Profa. Terezinha Fran, Profa. Consuelo Soares Neto, Pe. Huylo Quintanilha, Pe. Paul Eugène- Charbonneau e os casais: Oswaldo de Barros, Luiz Arrobas Martins, Odilon de Melo Franco, Joaquim Souza Campos e Hain Gruspun.
Em 10/09/ 1976 a AGE altera parcialmente os Estatutos para modificar o nome da entidade que a partir de então passa a se chamar ESCOLA DE PAIS DO BRASIL. O movimento crescia ano após ano, atingindo o seu ponto culminante em 1983 quando contava com 155 Seccionais e reunia em seus congressos nacionais cerca de 2000 participantes. Toda esta expansão foi conseguida, embora com dificuldades pontuais, sem sacrifício de sua unidade doutrinária e sua estrutura institucional. Por elementar e justo reconhecimento deve-se salientar o papel insuperável do casal Antonio e Alzira Lopes que presidiu a Escola de Pais durante 21 anos (1963 a 1984), com sucessivas reeleições. Durante esse longo período, Dona Alzira – como se tornou nacionalmente conhecida no universo da EPB – foi de grande importância na expansão do movimento: conseguiu manter a EPB, em todo o território nacional, trabalhando da mesma maneira, com uniformidade de propósito, temário e metodologia.
Sob a direção deste casal, a EPB influenciou movimentos similares na América do Sul e Portugal.