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A responsabilidade dos pais com relação ao uso das redes sociais pelos filhos

De tanto ver o pai usar o Skype para chamar a irmã que mora na Austrália, Marina de 02 anos, ao acordar, pegou o celular do pai e sem que ele visse, chamou a tia. Ao atender, a tia se espantou e para a sua felicidade, ao invés do irmão, viu aquela carinha linda querendo conversar e mostrar as novidades. É realmente incrível o que está acontecendo…

Não temos mais como fugir, vivemos hoje num mundo totalmente virtual, com suas grandes vantagens e desvantagens, e uma coisa é certa não podemos mais voltar atrás. As redes sociais nos deixa em contato com o mundo, trazendo milhões de possibilidades de aprendizado, comunicação entre as pessoas e informações em tempo real, nos beneficiando e aproximando de outras culturas e línguas. Por outro lado, também nos leva a partilhar de informações e contatos tendenciosos, e de pessoas e postagens indesejáveis que se não forem bem administradas, poderão influenciar e desviar comportamentos.

As redes sociais mais usadas no Brasil são:Facebook (68%), YouTube (18,21%), Orkut (1,91%), Twitter(1,66%) e o Instagram, a rede social de fotos mais utilizada na atualidade. O Orkut já teve os seus dias de glória, mas foi substituído pelo Facebooke  peloInstagram, a febre entre os jovens que os utilizam através dos celulares. As redes sociais têm o poder de encantar pela sua funcionalidade, deixando as pessoas a par da vida do outro, com informações e fotos ao vivo, influenciando e unindo pessoas, sendo capaz de marcar encontros e espalhar noticias num movimento rápido e universal.

Mas como controlar os filhos diante dessa invenção tão grandiosa e cativante? Como interferir, sem estar constantemente presente e sem invadir a privacidade deles?

Cada vez menores, as nossas crianças têm contato com este mundo contagiante que abre as cabecinhas deles a criatividade e a inovação. A nós pais, cabem a responsabilidade pelo acompanhamento e a orientação no uso correto das redes sociais. Devemos desde cedo, de acordo com cada idade, mostrar o que se pode usar e dar limite para esse uso, sem proibir este contato. As crianças bem orientadas saberão distinguir o certo do errado, e aprenderão a diferenciar o que poderão utilizar e até onde poderão ir.

Na adolescência esse controle torna-se mais complicado, já que a curiosidade é inerente a essa idade e leva os jovens a buscarem novidades e amigos que se identifiquem com eles. É nessa fase que temos que redobrar a atenção e observar o comportamento e as atitudes dos nossos filhos e quanto tempo eles passam nas redes sociais com os amigos. Temos que acompanhá-los mais de perto, sempre indagando sobre o dia a dia deles, procurando conhecer os seus amigos, passando confiança, acreditando neles e nos seus sonhos. Assim como orientamos nossos filhos para que não falem com estranhos na rua ou aceitem algo deles, também devemos alertá-los para os mesmos cuidados no mundo virtual.

A responsabilidade sobre todos os atos dos filhos recai sobre os pais ou responsáveis, inclusive na internet. Muitas pessoas não têm a consciência de que a internet pode se tornar indomável quando utilizada de forma nociva. O Bulling é uma prática muito utilizada nas redes sociais e causa danos psicológicos e morais sérios aos indivíduos. É preciso educar os jovens para o uso saudável das redes sociais, em busca de crescimento pessoal e profissional,visando ao intercambio e a troca de conhecimentos entre os diversos povos.

A proibição do uso da internet por alguns pais, é uma faca de dois gumes, pois tudo o que é proibido é passível de curiosidade e deixa um sabor de quero mais. Portanto é necessário que deixemos os nossos filhos conhecerem e usarem, sob nossa supervisão ou de quem está mais próximo deles, pois se desde cedo eles forem acostumados a controlar esse uso, na juventude será mais uma atividade comum nas suas vidas.

Ensine a seus filhos a não se deixarem fotografar em situações constrangedoras, inclusive através de uma web cam ou celular. É importante saberem que fotos e informações pessoais podem ser manipuladas e cair em mãos erradas, então os danos serão irreparáveis. Outro aspecto importante consiste em tomar cuidado ao adicionar os “amigos virtuais”. Peçam a seus filhos que ao observarem algo de estranho no computador, comuniquem aos pais, e caso necessário, entrem em contato com um profissional para fazer uma averiguação mais profunda.

Com esses cuidados, os pais poderão orientar seus filhos, de forma que eles aproveitem o que há de positivo no uso das redes sociais.

Concluo,  portanto, que existem mais benefícios do que malefícios trazidos pelas redes sociais e que muitas coisas poderão ser resolvidas e muitas vidas ajudadas através dessa invenção, que tomou conta do nosso século e veio para ficar… Até que outra seja inventada.

Rosilda é Assistente Social formada pela Universidade Federal da Paraiba, pós-graduada em Auditoria Sistemas e Serviços de Saúde pela Universidade Federal da Bahia, poeta, empresária.