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Publicação

Família, sempre de novo a família: Coisas que aquecem o coração

FAMÍLIA, SEMPRE DE NOVO A FAMÍLIA

COISAS QUE AQUECEM O CORAÇÃO

 

Frei Almir Ribeiro Guimarães, OFM

Conselho de Educadores da EPB

 

 Na vida de todos os dias e, de modo  particular na vida familiar,  há fatos e dados que aquecem o coração, que tornam a vida mais fácil, mas bonita, mais enfeitada.

Gostaria agora de toma-los pela mão e mostrar-lhes algumas paisagens delicadas  que costumam aquecer o coração e que chegam mesmo  a nos emocionar no seio da família.

  • A menininha de poucos meses acaba de acordar em seu berço. Olha para um lado e para o outro. Consegue alcançar um coelhinho de borracha que “dormia” junto de seu travesseiro. Olha o bichinha, aperta, “mastiga”, sorri. Uma criança, um fiapo de gente que começa a querer comunicar-se.  Que rosto de paz!  O que, com efeito, será desta criança?
  • Tarde de verão, brisa suave, um homem com boné está sentado junto à balaustrada da varanda. Pensa na mulher que tinha morrido há pouco tempo. Pensa tão fortemente que não consegue impedir que uma lágrima indiscreta lhe rolasse rosto abaixo.  Levanta-se, vai à sala,  traz um porta-retrato com foto dele e dela,  coloca o retrato a certa distância  dos olhos na tarde de verão.  Lembra-se do dia em que a foto foi  Olha, olha, olha…  Depois entra,  coloca o porta-retrato no devido lugar e vai esquentar uma sopa.
  • Aquela mulher tinha o rosto corado. Estava trabalhando em quitutes de cozinha diante de um fogão a lenha. No momento fazia geleia de amora. De repente, para um carro. É um de seus filhos. Ele vem ver a mãe. Mora ali perto.  Chega e vai direto para a cozinha. Diz que trouxe um dinheirinho para ela comprar o que quisesse. Sobre a mesa da cozinha  um forma com broa de fubá.  Mãe e filho se assentam, tomam café preto com  um pedaço de broa de fubá com forte perfume e gosto de erva doce.
  • Aqueles dois, rapaz e moça, se conhecem do tempo da Escola Municipal Professora Edite Assumpção, quando eram crianças. Muitas vezes já se tinham encontrado nas festas do bairro, na missa  de domingo, nos velórios de gente da cidade pequena.  Um dia, numa manhã de domingo, depois da missa das dez, sentaram num banco da praça.  Os olhos dele nunca brilharam tanto  quanto no momento em que olhou, como se fosse a primeira vez,  os olhos verdes daquela mocinha. Naquele dia os dois entenderam o que é o milagre do amor.