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Família, sempre de novo a família: Casamento, realidade sempre em construção

FAMÍLIA, SEMPRE DE NOVO  A FAMÍLIA

 

 CASAMENTO, REALIDADE SEMPRE EM CONSTRUÇÃO

 

Frei Almir  Ribeiro  Guimarães, OFM

Conselho de Educadores da  EPB

 

No mundo em turbulência no qual vivemos não há outra coisa a fazer no tocante ao casamento e à família: vigiar pela sua construção, rever regularmente os passos dados.

Há os que dizem que casamento é loteria.  Certamente estão equivocados. Casamento é construção, é tarefa começada e nunca terminada.  Dois universos, duas histórias, dois mundos que não se fundem, mas entram em comunhão na difícil arte do encontro, onde há muitos desencontros.  Há dificuldades a serem superadas e resolvidas.  São vitoriosos esses casais que chegam às bodas de ouro, porque tiveram a coragem de começar sempre tudo de novo.

Primeiro será  preciso tomar a iniciativa de falar quando a comunicação for difícil.  Não se pode jogar debaixo do tapete problemas não resolvidos.  O casal se comunica.  Há a comunicação nas coisas simples, na conversa que se joga fora.  Quando nuvens carregadas  surgirem no céu do casal  será preciso sentar, conversar, tomar um refresco, dar a mão um ao outro sem falar, simplesmente desejando que o fio do diálogo não se rompa porque os dois se amam de verdade.

O casamento se constrói quando o envolvimento dos dois é satisfatório e mesmo muito bom.  Não se pode levar uma alegre vida conjugal se a comunhão dos corpos se rarefaz, quando, ao longo do tempo da vida, um ou outro se sentem  pouco apreciados,  desrespeitados em sua grandeza de pessoa.  A harmonia conjugal depende da harmonia sexual.

O casamento se constrói quando o outro ocupa um lugar importante na vida do parceiro.  Nada de infantilismo, nada de fusão.  Cada um tem suas tarefas.  Ele trabalha, pesquisa, luta, faz horas extras, precisa cuidar de seus envelhecidos.  Ela trabalha em casa e trabalha fora, cuida de uma irmã especial.  Nada de romantismo cor-de-rosa.  Cada um tem papéis a desempenhar e juntos têm um papel em comum: o de serem companheiros. Um telefonema, uma palavra carinhosa no final da refeição, a certeza que o cônjuge pode sem pedir licença empurrar a porta e pedir um lugar em nossa intimidade.

Um casamento se constrói quando se passa do individualismo  ao personalismo.  Meninos e meninas, rapazes e moças  mal educados, isto é, educados para sempre verem satisfeitos seus desejos e caprichos  dificilmente serão vitoriosos na arte de amar conjugal e familiarmente.