ESCOLA DE PAIS EM NÚMEROS
CONTEÚDO
SOBRE A EPB
A Escola de Pais do Brasil é uma entidade de trabalho voluntário, gratuito, sem fins lucrativos, aberta a conexões com todas as raças, credos políticos ou religiosos e condição social de seus membros.
O trabalho é preventivo e orientativo com metodologia própria, mantendo nível de interesse com problemáticas reais e educativas nos grupos atuantes em todo Brasil.
FAÇA PARTE
Conheça alguns de nossos benefícios:
Melhorar a comunicação, o diálogo e a convivência entre educandos e educadores
Encontrar caminhos para equilibrar sua atuação como agente educador e profissional
Trocar experiências com e entre os participantes
Reflexão, troca de experiências e conhecimentos relacionados às relações sociofamiliares
Melhorar o entendimento na educação das crianças, de acordo com as fases de crescimento
Promover maior aproximação:
família / escola / comunidade
Boas práticas e princípios psicopedagógicos
Se fosse ensinar a uma criança a beleza da música não começaria com partituras, notas e pautas. Ouviríamos juntos as melodias mais gostosas e lhe contaria sobre os instrumentos que fazem a música.
Aí, encantada com a beleza da música, ela mesma me pediria que lhe ensinasse o mistério daquelas bolinhas pretas escritas sobre cinco linhas. Porque as bolinhas pretas e as cinco linhas são apenas ferramentas para a produção da beleza musical. A experiência da beleza tem de vir antes.
As famílias confundem escolarização com educação. É preciso lembrar que a escolarização é apenas uma parte da educação. Educar é tarefa da família.
Não nascemos prontos (…) é absurdo acreditar na idéia de que uma pessoa, quanto mais vive, mais velha fica; para que alguém quanto mais vivesse, mais velho ficasse, teria de ter nascido pronto e ir se gastando…
Isso não ocorre com gente, mas com fogão, sapato, geladeira. Gente não nasce pronta e vai se gastando; gente nasce não-pronta e vai se fazendo. Eu, no ano 2000, sou a minha mais nova edição (revista e, às vezes, um pouco ampliada)
A família é igual ao ar que respiramos, haverá momentos puros e poluídos, mas o importante é sempre continuarmos a respirar.
Para compreender os pais é preciso ter filhos.
Toda experiência de aprendizagem se inicia com uma experiência afetiva. É a fome que põe em funcionamento o aparelho pensador. Fome é afeto. O pensamento nasce do afeto, nasce da fome. Não confundir afeto com beijinhos e carinhos. Afeto, do latim “affetare”, quer dizer “ir atrás”. É o movimento da alma na busca do objeto de sua fome. É o Eros platônico, a fome que faz a alma voar em busca do fruto sonhado.
Os filhos são educados como se fossem ficar toda a vida filhos, sem nunca se pensar que eles se tornarão em pais.
Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha. Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens, poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso. Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel.
Um relacionamento de qualidade, seja: familiar, afetivo, fraternal ou profissional deve se embasar em três conceitos:
1 – Amor; 2 – Solidariedade e 3 – Consenso.
E é isso.
A gente vai se podando, podando relações, amizades, amores, familiares…
Se poda tanto que não sobra folha suficiente para conseguir se resistir a um vendaval,
nem o suficiente para conseguir respirar.
E com isso, vai se sentindo sozinho, desconfiado até da própria sombra, que ao contrário do que deveria, já deixa o sol passar por seus vazios.
Mas a que custo?
A que custo deve-se retalhar toda a copa de sua essência
e em troca permanecer transplantado numa minúscula jardineira,
isolada num árido deserto de concreto e cimento
onde outros arbustos, já alheios de seus próprios anseios, dão o primeiro corte de cabelo à mais nova muda.
Raízes não são âncoras…
“Na vida, nós devemos ter raízes, e não âncoras. Raiz alimenta, âncora imobiliza. Quem tem âncoras vive apenas a nostalgia e não a saudade. Nostalgia é uma lembrança que dói, saudade é uma lembrança que alegra”
As relações familiares…amorosas.. Profissionais… São sempre difíceis… Lidar com outro ser humano é complicado.. Cada pessoa tem um cérebro(algumas não) kkk se relacionar com alguém, seja qual for essa relação.. É dar apoio.. É dar força… É participar.. É estar junto… mas tbm é mostrar o outro lado.. Se for preciso “brigar” buscando sempre melhorar.. É trocar experiências boas e ruim.. e errar faz parte.. Mas buscar sempre evoluir é fundamental.. BUSCAR UM SOLUÇÃO É MUITO MAIS IMPORTANTE QUE BUSCAR UM CULPADO….. É um caminho cheio de pedras.. Mas com o tempo os pés ficam calejados.. E essas pedras ficam sempre para trás.. E as lições na memória….
A verdade é que a gente não faz filhos. Só faz o layout. Eles mesmos fazem a arte-final.
Os nossos pais amam-nos porque somos seus filhos, é um fato inalterável. Nos momentos de sucesso, isso pode parecer irrelevante, mas nas ocasiões de fracasso, oferecem um consolo e uma segurança que não se encontram em qualquer outro lugar.
É fácil amar os que estão longe. Mas nem sempre é fácil amar os que vivem ao nosso lado.
Há escolas que são gaiolas e há escolas que são asas.
Escolas que são gaiolas existem para que os pássaros desaprendam a arte do vôo. Pássaros engaiolados são pássaros sob controle. Engaiolados, o seu dono pode levá-los para onde quiser. Pássaros engaiolados sempre têm um dono. Deixaram de ser pássaros. Porque a essência dos pássaros é o vôo.
Escolas que são asas não amam pássaros engaiolados. O que elas amam são pássaros em vôo. Existem para dar aos pássaros coragem para voar. Ensinar o vôo, isso elas não podem fazer, porque o vôo já nasce dentro dos pássaros. O vôo não pode ser ensinado. Só pode ser encorajado.
Suspeito que nossas escolas ensinem com muita precisão a ciência de comprar as passagens e arrumar as malas. Mas tenho sérias dúvidas de que elas ensinem os alunos a arte de ver enquanto viajam.
Os pais têm de deixar claro quais são os pontos a serem negociados e quais são os limites inegociáveis. Por exemplo, ir para cama de madrugada durante a semana e ter de acordar cedo para estudar é inaceitável e, portanto inegociável.
Se fosse ensinar a uma criança a beleza da música não começaria com partituras, notas e pautas. Ouviríamos juntos as melodias mais gostosas e lhe contaria sobre os instrumentos que fazem a música.
Aí, encantada com a beleza da música, ela mesma me pediria que lhe ensinasse o mistério daquelas bolinhas pretas escritas sobre cinco linhas. Porque as bolinhas pretas e as cinco linhas são apenas ferramentas para a produção da beleza musical. A experiência da beleza tem de vir antes.
As famílias confundem escolarização com educação. É preciso lembrar que a escolarização é apenas uma parte da educação. Educar é tarefa da família.
Não nascemos prontos (…) é absurdo acreditar na idéia de que uma pessoa, quanto mais vive, mais velha fica; para que alguém quanto mais vivesse, mais velho ficasse, teria de ter nascido pronto e ir se gastando…
Isso não ocorre com gente, mas com fogão, sapato, geladeira. Gente não nasce pronta e vai se gastando; gente nasce não-pronta e vai se fazendo. Eu, no ano 2000, sou a minha mais nova edição (revista e, às vezes, um pouco ampliada)
A família é igual ao ar que respiramos, haverá momentos puros e poluídos, mas o importante é sempre continuarmos a respirar.
Para compreender os pais é preciso ter filhos.
Toda experiência de aprendizagem se inicia com uma experiência afetiva. É a fome que põe em funcionamento o aparelho pensador. Fome é afeto. O pensamento nasce do afeto, nasce da fome. Não confundir afeto com beijinhos e carinhos. Afeto, do latim “affetare”, quer dizer “ir atrás”. É o movimento da alma na busca do objeto de sua fome. É o Eros platônico, a fome que faz a alma voar em busca do fruto sonhado.
Os filhos são educados como se fossem ficar toda a vida filhos, sem nunca se pensar que eles se tornarão em pais.
Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha. Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens, poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso. Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel.
Um relacionamento de qualidade, seja: familiar, afetivo, fraternal ou profissional deve se embasar em três conceitos:
1 – Amor; 2 – Solidariedade e 3 – Consenso.
E é isso.
A gente vai se podando, podando relações, amizades, amores, familiares…
Se poda tanto que não sobra folha suficiente para conseguir se resistir a um vendaval,
nem o suficiente para conseguir respirar.
E com isso, vai se sentindo sozinho, desconfiado até da própria sombra, que ao contrário do que deveria, já deixa o sol passar por seus vazios.
Mas a que custo?
A que custo deve-se retalhar toda a copa de sua essência
e em troca permanecer transplantado numa minúscula jardineira,
isolada num árido deserto de concreto e cimento
onde outros arbustos, já alheios de seus próprios anseios, dão o primeiro corte de cabelo à mais nova muda.
Raízes não são âncoras…
“Na vida, nós devemos ter raízes, e não âncoras. Raiz alimenta, âncora imobiliza. Quem tem âncoras vive apenas a nostalgia e não a saudade. Nostalgia é uma lembrança que dói, saudade é uma lembrança que alegra”
As relações familiares…amorosas.. Profissionais… São sempre difíceis… Lidar com outro ser humano é complicado.. Cada pessoa tem um cérebro(algumas não) kkk se relacionar com alguém, seja qual for essa relação.. É dar apoio.. É dar força… É participar.. É estar junto… mas tbm é mostrar o outro lado.. Se for preciso “brigar” buscando sempre melhorar.. É trocar experiências boas e ruim.. e errar faz parte.. Mas buscar sempre evoluir é fundamental.. BUSCAR UM SOLUÇÃO É MUITO MAIS IMPORTANTE QUE BUSCAR UM CULPADO….. É um caminho cheio de pedras.. Mas com o tempo os pés ficam calejados.. E essas pedras ficam sempre para trás.. E as lições na memória….
A verdade é que a gente não faz filhos. Só faz o layout. Eles mesmos fazem a arte-final.
Os nossos pais amam-nos porque somos seus filhos, é um fato inalterável. Nos momentos de sucesso, isso pode parecer irrelevante, mas nas ocasiões de fracasso, oferecem um consolo e uma segurança que não se encontram em qualquer outro lugar.
É fácil amar os que estão longe. Mas nem sempre é fácil amar os que vivem ao nosso lado.
Há escolas que são gaiolas e há escolas que são asas.
Escolas que são gaiolas existem para que os pássaros desaprendam a arte do vôo. Pássaros engaiolados são pássaros sob controle. Engaiolados, o seu dono pode levá-los para onde quiser. Pássaros engaiolados sempre têm um dono. Deixaram de ser pássaros. Porque a essência dos pássaros é o vôo.
Escolas que são asas não amam pássaros engaiolados. O que elas amam são pássaros em vôo. Existem para dar aos pássaros coragem para voar. Ensinar o vôo, isso elas não podem fazer, porque o vôo já nasce dentro dos pássaros. O vôo não pode ser ensinado. Só pode ser encorajado.
Suspeito que nossas escolas ensinem com muita precisão a ciência de comprar as passagens e arrumar as malas. Mas tenho sérias dúvidas de que elas ensinem os alunos a arte de ver enquanto viajam.
Os pais têm de deixar claro quais são os pontos a serem negociados e quais são os limites inegociáveis. Por exemplo, ir para cama de madrugada durante a semana e ter de acordar cedo para estudar é inaceitável e, portanto inegociável.